domingo, 15 de dezembro de 2013

Wota adventures around Tokyo

Hora de falar das aventuras deste último sábado. Foi um dia que acabou sendo bem agitado, com andanças pela cidade (de Tokyo), para ver basicamente... idols, só pra variar. ^__^' Começou ainda pela manhã, com o evento de lançamento do álbum "JeJeJeJet!!" do Passpo. Como eu havia comentado antes, seria realizado ali no Harajuku Astro Hall, aquela pequena casa de shows onde elas de vez em quando batem ponto para fazer eventos. Também comentei que para participar era necessário comprar o álbum em lojas específicas da cidade e que o evento teria oito segmentos distintos, com a participação de determinadas membros. Pois bem, aí que como é de costume com o grupo, em cima da hora resolveram mudar. u__u (vale lembrar que ao longo do ano várias vezes elas fizeram shows que para assistir você tinha de comprar um cd na loja online da gravadora, pois o ticket vinha junto. mas aí, chegando o dia, eles vendiam ticket avulso na porta...) Depois não entendem porque o grupo ironicamente "não decola". Provavelmente percebendo que a venda tinha ficado aquém da expectativa, resolveram colocar venda de cds/tickets na porta do local. Ou seja, eu por exemplo, fui até Meguro à toa. u__u* Tudo bem, isto abria a possibilidade para participar de mais segmentos assim de última hora, mas convenhamos que ao custo de 3500 ienes (por menos de uma hora de apresentação) era bem pesado.

Não por acaso, poucos fãs compareceram. Devia ter no máximo umas oitenta pessoas durante o período no qual estive ali. Tudo bem que estes em compensação estavam gastando bastante, visto que quase todo mundo tinha tickets pra todos os segmentos. Eu não. Tinha só para o primeiro, entitulado "Morishi-Yukky-Naomin-Nachu presents Hacchake no Kai ~Saikou! Saikou!~". Apesar dos nomes, logo de cara percebi que o evento não seria como parecia. Não contaria com apenas as respectivas membros em seus segmentos. Todas apareceriam em todos os horários. (matando assim o sentido da proposta toda, mas enfim) Todas elas apareceram (ou melhor, quase todas. a Macocchan estava ausente, só pra variar também) e cantaram "Sakura Komachi". Elas vestiam aquele uniforme amarelo feio de "Step&Go". Apresentação pessoal e rápido MC de introdução. Então as demais saem de cena e ficam só as quatro flopadas do título. Elas colocam a mesma fantasia (roupão, óculos escuros e adereços) usada no último "Hacchake Night" e cantam "Natsuzora Dash". Novo MC, mais longo. Elas falaram sobre esse evento, sobre umas brincadeiras que rolaram (e eu como não fui, entendia nada. estava boiando)... Naomin e Nachu contavam que junto com a Mushu (ex-membro do grupo, que elas ficavam chamando de "a pessoa de verde", até a Morishi mandar elas se referirem à coitada pelo nome) elas tinham uma sub-unit de brincadeira, nos bastidores. Depois cantaram a música da sub-unit delas pra valer, presente no álbum, "Kibun wa Saikou! Saikou! Saikou!".

Detalhe que antes da música começar, elas decidiram gravar um vídeo para ela. Com elas e nós fãs dançando a coreografia. Que não é das mais difíceis, mas como colocaram a Nachu pra explicar... já viu. ^__^' Mas justiça seja feita, ela não era a única tosca do pedaço. Yukky foi querer gravar com seu smartphone e acabou tirando foto ao invés de fazer um vídeo. ............ Bom, mas tinha um staff gravando também, menos mal. Se tudo der certo, aparecerei no vídeo (quando disponibilizarem-o na net. espero que não demorem muito). Mais papo e então as demais retornam para finalizar o segmento com "Candy Room". Assim, curtíssimo. Apesar da pouca gente, estava agitado. Na saída, quem diria, rolou um high touch com as oito. Não deu pra falar nada especial, apenas pra ver a cara de susto da Annya ao ver um estrangeiro. Aí eu tinha um tempo livre e pensei em ficar dando voltas por Harajuku. Mas rapidamente mudei de idéia, afinal as ruas do bairro estavam um inferno. Completamente abarrotadas, não só por ser um fim de semana próximo do natal, mas porque estava havendo um evento de moda e música, tal de "Ameba Candy Collection", com um monte de estudantes por todos os lados, lojas com descontos... (em tempo: quando é que vão terminar as obras na Takeshita-dori? tem uns quatro prédios lá em construção, entre eles o da antiga loja do AKB, que já estão a quase um ano e até agora nada. obras por aqui costumam ser tão rápidas...) Resolvi então me refugiar no Astro Hall de novo, comprando um cd/ticket para o terceiro segmento.


Nas fotos: estação de Harajuku; fila de wotas e banca vendendo os cds na calçada, em frente ao Astro Hall; e interior da casa, quase sem público mas ainda assim com o "cercadinho" para as fãs mulheres. O segmento era "MioMio presents Onegai Rock'n Roll", mas apesar do nome contou com as oito durante todo o tempo. Continuavam com o uniforme amarelo. Nada de solo da MioMio, nem mesmo de cantarem a música composta por ela. A única coisa diferente foi que ela tomou a frente nos dois MCs. Cantaram "ViVi Natsu", "Baby Jump ~tengoku he no toujoubin~", "2 Days" e "Rock Da Week". Então na hora do segundo MC, ela pediu para que o pessoal fizesse uma rodinha (que nem nesse vídeo do NatoKan), que elas fariam no palco também. Foi divertido e até onde eu sei, inédito. Rolou durante "Mousou no Hawaii", que não é das melhores músicas mas graças à novidade ficou legal. Sacotii só deu apoio moral, afinal está com um problema na coluna. Encerraram com "Pock Star", música que não costumam cantar. Nesta apresentação tinha um pouquinho mais de gente que na primeira, mas nada muito grandioso. Notei que a MioMio parecia meio sem jeito, incomodada com algo, enquanto a Nachu estava num daqueles dias "avoada". Novo high touch na saída, com a Yukky praticamente fazendo um akushu ao invés de high touch. Vai entender. Os demais Passpo wotas permaneceram para as apresentações seguintes, já eu segui rumo a Odaiba. (em tempo: o grupo já anunciou para janeiro-fevereiro uma mini-turnê com oito shows na região de Kanto -entorno de Tokyo-. e também um novo single para março, ainda sem título ou data certa)

Ah! Antes de mudar de assunto, deixa eu postar aqui este vídeo que achei por acaso: Passpo cover. É mole? Com direito a um vocal horroroso. Aipon e Morishi choram de desgosto ali num canto. =( Mas bem, Odaiba. Segui pra lá para ver o evento de lançamento do cd "last summer EP" da Izukoneko. Tudo bem que não sou fã dela, mas a respeito. A considero uma das melhores idols solistas no mercado, junto de Rio Hiiragi e Mai Kotone. A menina simplesmente manda muuuuuito bem. Suas músicas não são fáceis de serem digeridas (não foram pra mim, pelo menos), mas depois de algumas escutadas... são viciantes. Tem um estilo próprio, peculiar. (inclusive nos mix. o "yossha ikuzo" que seus wotas gritam é bem diferente do original) E ela, natural de Osaka e com 19 anos, nem é muito bonita, mas neste dia, numa roupinha branca... admito, estava deveras kawaii. Sete meses após seu último lançamento, soltou este EP novo no último dia 27. E esteve ali no espaço diante da réplica do Gundam, no DiverCity, para o último evento de lançamento desse cd. Era gratuito e o melhor: podia tirar foto à vontade! =O Quase sempre é proibido, mas neste dia ela mesma assim que subiu ao palco avisou que estava liberado. Cantou umas cinco músicas e depois teve os tradicionais akushukai e 2 shots. Eu como não comprei cd nenhum, fiquei só olhando. Deu vontade de participar, tendo em vista o longo tempo de conversa que os staffs permitiam. No showzinho, bem agitado, chamou a atenção uns wotas mais abestados com "cosplay" de Gundam. (entre aspas porque o cosplay era tosquérrimo, basicamente uma caixa de papelão)


A menina agita pacas, é simpática, os staffs são bem liberais... dá vontade de virar fã. (ela também é chegada em BiS, é das minhas. =P ) Achei que não haveria muita gente, mas mesmo descontando os curiosos transeuntes do local, só de nego ali realmente afim de vê-la (não vou dizer que eram todos wotas afinal sua fila no akushukai parecia ter bem menos gente), tinha praticamente a mesma quantidade de gente lá do evento do Passpo. Se duvidar até mais. O clima estava aberto nesse dia e não muito frio. (em tempo: o local estava com a escadaria pintada, uma guitarra de vidro e uns painéis colados, tudo pra promover um filme que estreava nesse dia. filme esse baseado em um mangá de sucesso) Dali segui para meu terceiro compromisso do dia, no moderno Shibuya Hikarie, que se me lembro bem havia prometido de postar fotos mostrando-o aqui no blog a oitocentos séculos atrás. ^__^' Bom, antes tarde do que nunca. O complexo de 34 andares inaugurado ano passado é ligado diretamente com a estação de metrô. Atualmente estão fazendo um monte de obras no pedaço para ampliar a estação de trem de Shibuya e ligá-la também ao Hikarie. O prédio abriga escritórios, lojas (basicamente de roupas e utensílios para casa), um monte de restaurantes, galerias de arte e o Tokyu Theatre Orb, meu destino. Vale destacar que o Hikarie é todo envidraçado e permite belas visões da paisagem do bairro. E achei curioso que ele possui diferentes tipos de poltronas para cada andar (sim, nada de bancos nos corredores. poltronas mesmo, espaçosas e sofisticadas), como que seguindo uma temática. 

Na área das galerias, vi uma exposição gratuita de bonecos feitos pelo finado Kihachiro Kawamoto, o "puppet master". Infelizmente não podia tirar foto dali dentro. Impressionante o detalhismo dos bonecos, recriando figuras lendárias do passado (tanto chinesas como japonesas). Se o prédio chama a atenção por sua arquitetura externa, por dentro ele não deixa por menos. É bem modernoso e cheio de frescuras, ainda mais quando você chega ao décimo primeiro andar. Aqui fica o teatro, com capacidade para quase duas mil pessoas. Grande e com linhas futuristas, tudo parece brilhar de novo. O musical da vez, que eu fui ali assistir, era o "Fune ni Nore!", produzido pelo Atelier Duncan (antiga agência de Katayama e Gordamina). Bóra ver um musical diferente num teatro refinado que eu não conhecia. Este musical, mais uma mega-produção, tinha de especial o acompanhamento de uma orquestra posicionada no meio do palco, durante quase toda a sua duração. Dá-lhe música clássica, que me deixou com bastante sono, confesso. ^__^' Devo ter perdido uma parte razoável da peça ali "dormindo de olho aberto". kkkkkkk (para minha sorte não perdi muita coisa em termos de história, porque ela é extremamente trivial) Os cenários, simples, consistiam de alguns móveis que iam sendo trazidos ao palco quando necessário.


Do lado de fora, comprei apenas o panfleto da peça. Haviam ali num canto uns gachas com chaveirinhos do elenco. Quanto ao figurino e iluminação, não há muito o que se dizer, era tudo sem defeitos mas bem simples. Logicamente a parte sonora foi quem recebeu mais atenção. Não notei wotas no local, apesar da peça contar com a ex-AKB48 Yuka Masuda (a gloriosa Yuppai. a melhor cantora a passar por aquele grupo até hoje), a ex-SDN48 Mami Katou (bonitinha e era uma das mais populares do finado grupo. hoje em dia, membro do 7cm) e a Mana Ogawa (integrante mais famosa daquele Nice Girl Project, projeto paralelo do Tsunku). Eu imaginei que haveria platéia predominantemente masculina mas me deparei com o oposto. Bom, o público era bem variado, mas pareciam haver mais mulheres e meninas presentes. (vai ver por causa de algum dos atores? sei lá, não conheço nem quero conhecê-los. ao meu lado tinha uma japinha com jeitão típico daquelas fãs histéricas de boybands. ela ficava reagindo efusivamente à peça, parecia conversar com os atores... eu hein .___. ) Pois é, eu mais uma vez ia ver um musical por causa de alguma idol. Ou ex. Enfim. Eu ainda não tinha visto nenhuma peça com a 'sexy bomb' de Osaka, pós-AKB. (eu vi ela no Nakano Blondies, numa época anterior a este blog) De quebra ainda teria outros dois colírios para os olhos. ;) No final quem mais apareceu, por conta da importância da personagem foi a Mana. As três pareceram muito bem ao longo da peça, de duas horas e meia de duração (com intervalo no meio).

Não deu pra conferir certos atributos da Yuppai, até porque eu estava no meião do público, meio longinho do palco. Mas deu pra vê-la de uniforme de estudante, deu pra relembrar seu jeito meio sapeca de conversar, sua risada inconfundível... Ah! O enredo! Ele basicamente gira em torno da personagem principal, Satoru, um homem já de idade que ao deparar com um violoncelo se põe a relembrar do passado. Ele lembra da época que era um jovem estudante de música, onde era o líder da turma e mais promissor aluno. Ele tocava piano mas depois passou a tocar violoncelo. As três fazem papéis de colegas dele nessa época, sendo que a Mana vive a Satoko, a principal. Eles se tornam namorados mas por conta de uma viagem de estudos dele ao exterior, se separam. Quando ele retorna, ela se encontra traumatizada por conta de um abuso sofrido, que a deixou grávida. Mami e Yuppai vivem Hiroko e Chika, respectivamente. Chika é a atrapalhada representante de classe, amiga próxima da Satoko. Já a mãe da Satoko é vivida pela veterana e famosa atriz Nana Kinomi, dona de um restaurante. A paixão pela garota se confunde com a paixão pela música e acaba por fim fazendo ele largar os estudos, após encontrar a Satoko naquele estado. Nem os conselhos do professor de filosofia o fazem mudar de idéia e enxergar as coisas de outra maneira (coisa que ele só consegue fazer depois de velho, no final da peça). Ele não tinha mais ânimo para tocar, apesar da ajuda e incentivo de todos à sua volta.

Algumas pitadas cômicas são inseridas na peça através da interação do Satoru (velho) com as personagens do passado. É um drama não muito pesado e nem muito criativo, onde o foco mesmo são os atos musicais que permeiam todo o espetáculo, com uma encenação bem estilo "Broadway" mesmo. A propósito, todos eles apenas fingem tocar os instrumentos, quem toca na verdade são os músicos da orquestra. Pois é, nada de ver a Yuppai tocando violino. Só de mentirinha. =/ Como os atos musicais onde ela participa são sempre em grupo, muito pouco deu pra ouvir de seus dotes como cantora, pra valer. No fim, achei uma peça mediana. Não é uma porcaria, longe disso, mas também não figura entre as três melhores peças que já vi. Um erro, em minha opinião, foi alongar demais a primeira metade da história, onde quase nada acontece e depois correr com os acontecimentos que levam à conlusão. Por exemplo, não são dados muitos detalhes sobre como ou porque aconteceu o abuso da Satoko e quando ela reaparece do nada no final, de surpresa, na última apresentação do Satoru, aquilo parece tão "caído do céu", sem sentido... Assim como é sem sentido a diretora da escola que de uma hora para outra vira vilã. Ou a professora de música que fica flertando com ele. (sério, isso não é crime nem nada no Japão? uma mulher casada dando em cima de um garoto menor de idade...) O jeito é não se apegar muito aos detalhes e se concentrar nas três meninas mesmo.

ps: a Yuppai já tem uma outra peça agendada para o final de janeiro, entitulada "Saikou wa Hitotsu janai 2014", uma re-encenação de autoria do cantor Kreva.

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